Cara poesia,

 Pelos meus olhos vejo a poesia se esconder,

Atrás das árvores, 

Da grama,

Talvez ela esteja naquele pôr do sol

Reluzindo no lago

Que mais parece uma piscina de ouro.


Talvez nunca a encontre de novo,

Não faço mais poesia como antes.

Seria o tempo?

Ou seria a falta dele?


Ando nessa estrada 

À procura dessa inspiração,

Dessa poesia 

Que era parte de mim e hoje, 

Já não é.


Ela deve estar por aí,

Andando entre essas ruas,

Falando com os estranhos mais comuns,   

Se encantando com a luz dos postes.


Provavelmente, 

Ela está percebendo o imperceptível

Cara poesia, 

Se estiver lendo, 

Por favor, 

Volte para mim.


Autora: Maria Clara Matos



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