Quando a mineira conheceu o mar.
Quando a mineira conheceu o mar,
Ela não sabia para onde olhar.
Aquela imensidão de água,
tudo tão azul,
que trem lindo era aquele.
Quando a mineira conheceu as ondas,
Seus pés se enterraram na areia,
Era como se a praia estivesse enraizando-a,
Afirmando a ela que poderia ficar.
Quando a mineira conheceu a areia,
Se ralou um pouco nela.
Mas parece que a areia gostou dela,
Até hoje ela ainda acha seus grãos em suas roupas.
Quando a mineira conheceu o sol do litoral,
Ela se queimou.
Ficou vermelha como um camarão
Por semanas.
Quando a mineira teve que se despedir da praia,
Ela chorou,
Que sensação estranha era aquela?
Nunca havia sentido isso.
Era como se um pedacim dela estivesse ficando ali,
Aquela sensação de largar o infinito,
Aquela liberdade estranha que somente o mar deu a ela.
Mineira,
Já é hora de ir,
Mas um dia você ainda vai voltar
E se banhar nessa água salgada,
Enterrar seus pés na areia e permanecer ali.
Vá mineirinha,
Depois você volta...
Autora: Maria Clara Matos
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